26 February 2012 @ 12:07pm

CAPITULO 6

Anne virou seu rosto antes que aquilo pudesse transformar em um beijo. Não queria parecer fácil e por mais linda que sua boca fosse, ela não queria tocá-la ou da uma breve experimentada.
  - Você ta louco? – Anne fez uma expressão um tanto séria e bem convincente.
  - Eu sei que você quer Anne – Respondeu Paul em um tom provocador.
  - O que eu quero é acabar com essa merda de passeio com você – Anne revirou os olhos e a medida que ia falando balançava seu dedo como uma bronca.
  - Até o fim da noite eu te beijo Anne, escreve ai – Ele riu por apenas alguns segundos depois Anne e qualquer um que olhasse em seus olhos poderia ver a decepção – Ou não – Paul encarava alguém ou alguma coisa, quando Anne virou-se para ver era Mariana. Anne disse obrigada em sua mente umas 1000 vezes.
 - Anne – Mariana abriu um largo sorriso e depois passou do seu olhar inocente para um malicioso, olhando Paul de baixo a cima – Olá Paul – Mariana sorriu de canto. Paul a ignorou, nem sorriu, nem respondeu, apenas entrelaçou seu braço ao da Anne e começou a andar.
 - Espera aí – Anne reclamou se soltando do braço de Paul – Vamos Mariana? – Paul olhava para Anne inconformado com o convite que ela tinha feito, e para quem ela tinha feito e apenas sussurrou no ouvido de Anne.
 - Ótima escolha pra fazer isso virar um tremendo pesadelo – Paul deixou Anne ali sozinha esperando Mariana e entrou no bar pra reservar alguma mesa.
 - Anne não me diga que você está “pegando” o Paul? – Mariana disse em um tom tão decepcionado e os brilhos dos seus olhos sumiam quando ela perguntava a Anne se eles estavam ficando.
 - Não, não, não – Anne repetiu não umas trezentas vezes – Literalmente não. Isso nunca vai acontecer – Anne fez o símbolo da cruz em sua testa e depois riu com sua amiga Mariana. Quando entrou no bar Anne se sentiu bem, e bem aconchegada no lugar, tocava música do seu gosta. Hip-Hop americano, era estranho que uma garota tão reservada, quieta e correta em todos os pontos possíveis gostasse de um estilo de música totalmente “estranho” para Anne. Tocava Mac Miller um dos seus cantores preferidos, literalmente, ele era seu preferido. Anne preferiu sentar longe de Paul e deixou com que Mariana sentasse ao lado do seu tão sonhado príncipe. Mariana começou a encher Paul de perguntas que pela cara, ele não gostava nenhum pouquinho de responde-las então Anne começou a tocar baixinho a música que tocava.
 
- I Love to lay back watch her while she get dressed – Anne cantava em um tom agradável e suave.
 
- Espera aí, espera ai – Paul encarava Anne.
  - O que foi? – Anne olhava Paul assustada.
  - Anne, exatamente Anne Paschoallini cantando Hip-Hop?
  - Bem… – Anne respirou fundo – Acho que uma garota pode gostar de Hip-Hop. E eu também.
 - Olha Anne cada vez você torna mais interessante em – Paul sentou ao lado de Anne fazendo com que ela ficasse com vergonha, mas se perguntava porque? E desconfortada com sua presença, principalmente tão perto assim – Por isso eu digo, um dia eu te pego – Paul riu e piscou para Anne.
 - Vai nessa… – Mariana a interrompeu.
 - Eu amo Hip-Hop também Paul – Mariana sorriu ajeitando sua cadeira pra mais perto do Paul.
 - Sério? – Paul demonstrava desinteresse. – Que legal – Ele sorriu sarcasticamente mas de um jeito diferente do que todos que Anne havia visto. O resto da noite foi um tanto tenso para Anne, a forma que Mariana falava e falava mas nenhum dos segundos e minutos Paul olhava para ela, ficava o tempo inteiro a encarando e sorrindo pra ela de um jeito que ela tinha que assumir que era totalmente “gamador”.
 - Bem, eu to ficando com sono, já vou indo – Anne foi se levantando e jogou um beijo de longe para os dois.
 - Espera – Paul praticamente gritou chamando atenção de algumas pessoas ao redor – Eu te levo – Ele levantou, ao menos olhando para Mariana ou despedindo-se apenas deixando o dinheiro na mesa – E a propósito, o beijo que você mandou, dá de perto e na boca – Ele sorriu e mordeu os lábios. Anne apenas revirou os olhos e se despediu novamente de Mariana e rezando antes de subir na moto novamente.
  - Sabe gostei de hoje – Paul já havia chegado na casa de Anne e ajudava a descer da moto.
  - Até que não foi tão ruim – Anne comentou.
  - Você é tão – Paul pensou por alguns segundos e finalmente falou – Difícil.
  - Acho que não é novidade – Anne já estava entrando dentro de casa, quando Paul soltou mais um grito desnecessário.
  - Espera – Ele respirou bem fundo que Anne pode sentir sua respiração – Você é linda. De verdade, eu adorei seu sorriso, e a forma que você ficou corada quando eu cheguei perto de você – Ele sorriu – Eu amo você Anne. – Anne ficou paralisada na porta por alguns segundos.
 - Obrigada – Anne sorriu e entrou batendo a porta antes mesmo dele desejar boa noite. E depois ficou com aquelas questões na cabeça. Será que é verdade? Será que ele me ama? Ele estava dizendo isso do fundo do coração? Ela não sentia o mesmo, mas seria interessante.

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21 February 2012 @ 12:35pm

CAPITULO 5.

- Desculpa, eu te acordei do seu sonho comigo não é? – Paul riu e continuou – Acho que você deve estar brava, aliás… – Anne o interrompeu.
 - O que você quer Paul? – Anne esfregava os seus olhos e rolava de um lado para o outro. Sua voz saía como um gemido de tanto sono que carregava em seu corpo inteiro.
 - Você não me ligou eu te liguei.
 - O que você quer? – Anne continuava a fazer a mesma pergunta.
 - Quero sair com você. Topa?
 - Você jura que vai me fazer viver um pesadelo na minha realidade? – Ela foi totalmente sarcástica e ao tentar fazer seu tom parecer sério ela parecia mais uma bêbada pedindo ajuda no telefone.
 - Larga de tentar esconder esse amor por mim Anne.
 - Amor por você? Desconheço, me desculpe – Anne já estava com uma voz melhor, se sentando na cama e revirando os olhos ao falar com ele.
 - Ta bom Anne, não assume, mas eu sei – Paul parou de falar por uns segundos – Vamos ou não vamos?
 - Não, agora boa noite. – Anne desligou o celular antes mesmo que Paul pudesse questionar o por que dela dizer não, ou responder o seu boa noite. Se deitou e aconchegou sua cabeça em seu travesseiro macio, se acolhendo nas cobertas e fechou seus olhos. Mas Paul era persistente, e ligou de novo. Anne não atendeu na primeira, nem na segunda, mas mal sabia ela que ele era mais teimoso e persistente do que ela.
 - Que você quer Paul? – Ela atendeu irritada, com um tom tanto arrogante.
 - Eu quero que você diga sim para meu convite – Anne revirou os olhos ao ouvir as palavras do Paul.
 - Esquece – Ela desligou novamente o celular, voltando a se deitar, mas ele ligou novamente e então Anne já respondeu sua pergunta de uma vez por todas, sem dar oportunidades para Paul falar – Sim.
 - Sim, o quê – Paul a provocava fingindo que não soubesse para o que seria a resposta.
 - Você sabe – Anne gritou com Paul.
 - Não sei, desconheço, me desculpe – Paul riu e Anne por mais estressada e irritada que estivesse naquela hora não pode conter o sorriso.
 - Eu aceito sair com você. Amanhã – Ela respirou e continuou – Boa noite vê se não enche – E novamente desligou seu celular. Anne havia realmente pensado que tinha se livrado de Paul, mas ele ligou de novo.
 - É que eu esqueci de dar Boa noite – Ele riu – Boa noite, apaixonada. – E finalmente Paul desligou e parou com as ligações. Anne rolou até umas 3 da manhã na cama pois havia perdido o sono com todo o estresse que havia causado. Acordou com olheiras, e com uma cara realmente, péssima. Quando foi pra faculdade não viu Paul em lugar algum, era melhor para ele pensou Anne que estava louca para o encher de porradas por interromper seu sono e as vezes seus sonhos maravilhosos.
   Quando chegou em casa, Paul parecia ter adivinhado exatamente que hora, minuto e segundo que ela pisaria dentro de casa, antes de Anne atender, revirou seus olhos e bufou.
 - O que… – Paul a interrompeu
 - To passando ai daqui 1 hora – E desligou. Nem deu tempo de Anne dar uma crise dizendo que não tinha planejado roupa e que seu cabelo estava bagunçado e altamente confuso. Jogou sua mochila no canto da sala e foi subindo as escadas tirando as roupas, deixando-as jogadas nos degraus. Anne em 30 hora havia tomado seu banho e trocado sua roupa, agora estava totalmente concentrada no espelho fazendo uma maquiagem para disfarçar essa sua cara de “morta viva” que o próprio Paul havia causado com sua persistência durante a madrugada. Ouviu a buzina do carro de Paul, olhou no seu celular e disse pra si mesma
- Nem passou 1 hora – Bufou e desceu as escadas descendo. Quando abriu a porta estava surpresa por duas coisas. Paul estava absurdamente lindo, não que Anne não achasse ele absurdamente lindo, mas ele estava divino. Com uma camisa gola v cor branca e uma jaqueta de coro por cima, uma calça jeans caída aparecendo um pouquinho da cueca preta que usava e um tênis simples que mesmo assim no Paul parecia dar um toque inexplicável. Além de estar com o sorriso mais lindo ainda, sarcástico como sempre e torto no rosto. E a segunda surpresa, não era um carro, era moto, e Anne tinha um medo excêntrico de motos.
 - Gostei do vestido, facilita algumas coisas – Paul riu e mediu de cima abaixo Anne e sem ao menos pedir licença foi entrando na sua casa.
 - Olha Paul, eu disse que sairia com você, isso já é um pesadelo – Ela suspirou fundo – E andar de moto? Isso é algum planinho pra me matar? Ou sei lá o que não é? – Paul apenas riu e não respondeu as suas questões.
 - Você ta atrasada sabia?
 - Você que é apressadinho – Anne subiu as escadas, porém Paul não a seguiu, Anne desceu alguns degraus para ver o que ele tava fazendo. Anne saiu correndo em direção ele, por que segurava seu sutiã na mão que havia deixado no meio do caminho quando foi correndo se arrumar. – Olha desde manha eu to querendo te bater, não me dê mais motivos – Ela pegou o sutiã da mão do Paul e subiu as escadas, se estressando mais ainda com seu comentário, que foi algo do tipo “Tamanho grande, hein?” e uma risadinha totalmente maliciosa e sarcástica. Quando terminou de se arrumar, ficou parada encarando a moto e o Paul que já estava em cima dela. Seu coração batia forte, e ela esfregava seus dedos, sempre fazia isso quando estava nervosa.
 - Vamos lá Anne, sobe, eu deixo você segurar bem forte em mim – Ele sorriu maliciosamente. Anne entortou a boca e depois de alguns minutos conseguiu subir na moto.
 - Por favor, não corre – Ela pedia como uma criança que implorava pra mãe não passar um remédio no seu machucado que ardesse.
 - Se você me der um beijo eu posso pensar nesse seu pedido – Paul a provocou.
 - Nem louca – Anne nem pensou para responder, foi uma resposta imediata, mas ele saiu em uma velocidade considerada pela Anne rápida demais e fez com que ela apertasse muito ele mesmo que isso fosse contra sua vontade.
   Paul parou em um desses barzinhos pequenos, totalmente organizados e com um ar de classe A. Tinham bastante mesas de plásticos, mas que ainda sim eram lindas por ter um belo pano de mesa em cima delas. Pessoas bonitas, e uma música boa. Até que para um idiota e convencido o lugar não estava tão ruim, pensou Anne.
 - Entã… – Antes que Anne pudesse terminar sua frase, Paul a encostou na parede, colocando suas duas mãos na cintura de Anne e foi chegando seu rosto mais perto dela, fechou os olhos e se preparou para um beijo.



7 February 2012 @ 6:56pm

CAPITULO 4.

Anne nem havia trocado de roupa e se deitou na cama para mais um profundo sono e sonho. E por mais difícil fosse de acreditar ela havia sonhado com Paul. Mas foi um sonho meio que tanto estranho. Paul estava parado, ao lado de um barco, cheio de luzes amarela destacando os detalhes de extrema beleza dentro do barco. Ele não dizia nada, não falava nada, ele só sorria e parecia que sorria para alguém. Anne não conseguia visualizar, mas ela se sentia como um alguém bem na frente dele, visualizando aquele sorriso. Anne foi interrompida do seu sonho totalmente estranho e sem nexo pela campainha da sua casa. Desceu as escadas cambaleando de um lado para outro, por que apesar de já ser exatamente 15:00 da tarde, o sono ainda tomava conta do corpo de Anne. Abriu a porta e praticamente fechou seus olhos pela luz do sol. Não conseguia visualizar quem era, e então pode reconhecer pela voz
 - Olá, Bela adormecida – Ele riu e ela pode ver um sorriso se formando no rosto. Era Bernardo, seu melhor amigo. Que causaram alguns inícios do efeito do amor nela. O que Anne não gostava de comentar a grande confusão e a grande dor que levou dentro de si em silêncio. Aliás, ela era sempre assim, escondendo tudo, com muros em sua volta, e negando tudo que parecesse começasse a surgir. Então finalmente Anne o abraçou e o puxou para dentro da sua casa, pois aqueles raios de sol estavam matando pouco a pouco seus olhos carregados de sono.
 - Pensei que tinha se suicidado no caminho da viajem Bernardo – Ela fechou a porta imediatamente e pode ver seu rosto. Sempre coradinho, com aquela pele branquinho, seu cabelo em um castanho claro, totalmente bagunçado, mas que ela amava. Uma altura não tão alta, nem tão baixa, mas o suficiente para que Anne não precisasse nas pontas do dedinho pra abraçá-lo ou beijá-lo.
 - Tava pensando, tava quase morrendo de dor no coração de saudade de você em pequena – Ele sorriu e disse um tom totalmente sarcástico – Aliás, meus parabéns atrasados, te liguei ontem mas nada de me atender. Tava me trocando já sua idiota? – Era incrível a forma meiga em que eles se comunicavam, e os apelidos carinhosos que um dava ao outro.
 - Obrigada – Anne sorriu de uma forma gentil – Não te troquei, cala a boca – Anne foi subindo as escadas até o seu quarto – Ontem Mariana e Coraline decidiram fazer uma daquelas festas super exageradas, e bem, eu passei o tempo conversando com um grande idiota. Mas tudo bem – Anne abriu a gaveta do seu guarda roupa, revirando as roupas procurando por uma que a agradasse e que fosse fresca por que o calor, estava realmente insuportável.
 - Idiota? – Bernardo se sentou na cama e ficou com os olhos em Anne.
 - É. Depois de você acho que ele é o maior idiota do mundo – Anne levou um dedo na cama e depois deu um riso – Paul Solbert – Anne disse bem seco e parecendo até um narrador falando.
 - Eu não acredito que você chamou ele Anne – Bernardo deitou na cama de Anne e deu risada da situação.
 - Não eu não chamei, mas Mariana intrometida como sempre decidiu por ela mesma chamar o “meu amor” – Anne revirou os olhos e jogou uma roupa em cima da sua cama.
 - Ah, Anne, ele é um cara legal, larga de ser sonsa menina.
 - Acabei de inventar uma frase. “Idiota, amigo de idiota é” – Anne riu e depois entrou no banheiro para tomar um belo de um banho para tentar com que a água levasse todo sono acumulado em seu corpo, e colocou uma roupa adequada para faculdade e depois partiu com Bernardo.
   Quando Anne chegou na faculdade achou estranho pois todas pessoas que passavam ao lado dela no corredor da escola, disseram oi para ela. Anne respondia oi mas em um tom de pergunta, aliás, quem era aquelas pessoas? Anne ria da situação e ficava com um sorriso totalmente idiota ao rosto. Ela viu Paul, ele sorriu para ela, mas ela preferiu não retribuir o sorriso e virou o outro corredor
 - Anne – Ela pode ouvir a voz de Paul gritar ela. E mesmo que ela queria, ela ficou parada esperar ele chegar para falar com ela. Não queria parecer que estava morrendo de medo de ficar perto dele, ou que ele teria causado algo nela e preferisse construir seus muros como sempre. Dessa vez seria diferente, deixaria ser o que ser. Anne na verdade tinha receio, aliás sempre gostava dos vagabundos, dos idiotas e imprestáveis. Mas ele literalmente não prestava, então não havia possibilidades, pensava Anne. Então Paul estava na frente de Anne o que acabou interrompendo seus pensamentos – Por que não me ligou? – Ele disse com uma voz afobada de tanto correr atrás da Anne e com as duas mãos no joelho meio que agachado.
  - Era isso? Nem abri o bilhete – Anne andava, dando de ombros para sua pergunta.
  - Eu sei que você abriu, larga de ser tão difícil Anne – Paul continuava a seguir.
  - Eu abri – Anne finalmente parou e ficou de frente para Paul – Mas joguei fora – Anne continuou a andar. Dessa vez Paul não seguiu Anne. Anne bufou e disse baixinha pra si mesma “Graças a Deus”.

  O dia parecia ter passado rápido, em instantes parecia que Anne já estava em casa, e a tarde com Bernardo havia passado exatamente em um piscar de olhos. Anne abriu um desses seus livros românticos clichês em que se prendia, e que sempre se imaginava como personagem, aliás, era melhor viver um romance dentro da sua própria cabeça do que ter que enfrentar na realidade. O sono a pegou novamente, então fechou seu livro, marcando a página em que havia parado, colocou ele em cima da escrivaninha que ficava ao lado da sua cama, e quando finalmente fechou os olhos, o seu celular tocou, pensou: quem seria uma hora dessas?
 - Alô – Disse Anne com uma voz sonolenta
 - Anne? – Ela reconheceu a voz; Era novamente Paul, a perseguindo.



4 February 2012 @ 8:08pm

CAPITULO 3

- O seu amor não poderia faltar não é Anne? – Ele sorriu e ao mesmo tempo soltou uma gargalhada.
 - Saiba que o que eu falei foi algo totalmente sarcástico, por que você nunca seria meu amor, nem em livros, nem em sonhos e até parece que na realidade – Anne dizia em um tom sério e ao mesmo tempo tentando ironizar algumas palavras.
 - Anne, sabe, realmente não precisa ter vergonha – Paul foi chegando perto de Anne de um jeito manso e tanto provocador, Anne não se movia, olhava pra ele com sobrancelhas erguidas e um olhar que parecia algo do tipo “o que você fazendo?” – Eu to acostumado a escutar esse tipo de coisa – Paul se agachou um pouco para sussurrar no ouvido de Anne, ela negava a ela aquele momento que ela havia arrepiado com aquele tom de voz grosso e rouco, que continha uma melodia impossível de se descrever. Anne se afastou e entortou um pouco sua boca e ergueu mais ainda suas sobrancelhas.
 - Não, você realmente está enganado – Anne deu um suspiro como se isso fosse uma completa decepção para Paul e soltou um sorrisinho sarcástico – E me desculpe mas eu acho que eu sou seu amor – Anne sorriu para ele – Olha essa cara de decepção e olha acabei de ver Mariana, as vezes é bom sentir um pouco de saudade de quem você ama muito em segredo – Anne deu uma ultima olhada a ele e foi em direção a Mariana.
  - Nossa, estava vendo que seu papo estava realmente bom em – Ela riu para Anne. Então Anne reagiu com um tapa fraco no braço da Mariana que estava encoberto – Ai – Mariana resmungou.
 - Não era pra chamar ele sua intrometida – Anne arregalava os olhos, e por mais que tivesse gostado da idéia dele estar na sua festa de aniversário não gostaria nenhum pouco da sua presença então continuou com um tom sério
 - Você fica engraçada tentando ficar séria com as coisas Anne – Ela riu e entrou em um grupo de pessoas que estavam na festa de Anne mas que sinceramente ela não os conhecia. Anne pegou uma bebida e se encostou em uma parede que ficava bem de frente com sua mesa, Anne pensava, pensava, mas no final não pensava em nada. Nunca foi de sair muito, sempre isolada, construindo seu muro em torno dela bloqueando relacionamentos e novas coisas, sempre com esse medo, receio e insegurança do que iria acontecer lá na frente. Então Anne ouviu a voz de Paul sussurrar no seu ouvido
 - Parada ai pensando em mim Anne? – Anne o chamou com o dedo indicador para se abaixar mais um pouco e então sussurrou no seu ouvido de volta.
 - Hm… Talvez – Ela bebeu mais um pouco e continuou – Mas pensando em que jeito eu faço pra você parar de me perseguir, ou de pelo menos tentar olhar disfarçadamente para mim – Ela sorriu e se afastou de Paul, tomando outro caminho, mas Anne pode ouvir seus passos mesmo com o barulho da música.
 - Eu não estou te perseguindo – Ele encostou na parede e ficou olhando por baixo Anne – Só não vou sair do seu pé em quanto me disser que tem uma completa queda por mim Anne. Acho que as pessoas devem ser sinceras sabe? – Ele disse sarcasticamente, mordendo o canto da unha da sua mão.
 - Não devo ser sincera em nenhuma coisa. Se quer que eu seja em relação a você – Anne caminhava de um lado para outro – Eu te acho um idiota, e pra completar sua coleção perfeita de “adjetivos” burrinho. – Ela riu da cara indignada que Paul fez em ouvir suas palavras.
 - Burrinho Anne? – Ele se desencostou da parede e ficou de frente para Anne
 - É. Você acha que eu não sei por que você anda com aquele charmoso Gregory? – Anne o provocava
 - Gregory é um bom amigo Anne e eu só peço uma básica ajuda – Ele fez um bico que era irresistível. Lindo. Com aquela boca carnuda, e com os lábios avermelhados o bico o deixava ainda mais “sexy” – E charmoso Anne? Por favor. Se eu fosse uma menina sabe, a única pessoa que eu pegaria, era eu, por que eu sou realmente muito bonito – Ele encostou novamente na parede retirando uma pele do dedo com o dente – Anne apenas riu e revirou seus olhos por conta do que tinha ouvido – Anne – Ele disse seu nome em um tom tão doce, que agradava Anne e os seus ouvidos e parando por alguns segundos continuou – Larga de se fazer de difícil, eu sei o quão é fácil – Paul ergueu seu nariz de uma forma bizarra e então continuou novamente – Todas são apaixonadas por mim – Realmente eram todas pensou Anne, menos ela. Ela poderia achar sua boca carnuda extremamente boa pra se beijar, ou sua pele perfeita pra se tocar. Achar seus braços musculosos o melhor lugar de se aconchegar e seu peito de reconfortar, ela não era apaixonada, ou ao menos tinha uma vontade de tê-lo por que ela enxergava o quão ele era idiota
 - Ah por favor Paul – Anne levou uma das suas mãos para sua cintura – Me poupe de ilusões – Anne revirou os olhos.
 - Sabe Anne eu te acho gata – Ele piscou e foi chegando de mansinho mais perto de Anne – Como dizia antigamente, eu te acho completamente um pão – Ele levou os seus olhos pelo corpo todo de Anne, mordendo o canto dos seus lábios, e não pode de soltar uma risada. Anne estava corada, ela rezava pra que a escuridão não mostrasse o quanto havia ficada vermelha com um “quase elogio”, mas ainda sim estava mais segura por sua pele morena e bronzeada disfarçar completamente o vermelhidão das suas bochechas.
 - Eu disse, eu disse que você era idiota – Anne sorriu para ele. Mas Paul não parava de chegar perto de Anne, então colocou suas duas mãos na cintura de Anne. Ela arrepiou com seu toque, se sentia incomodada por sentir aquilo, então por alguma obra de Deus como Anne havia pensado, Mariana chegou gritando e pulando os chamando para cantar parabéns para Anne. Então lá foi Anne novamente para um momento daqueles que as pessoas ficam cantando parabéns e ela apenas sorrindo sem reação nenhuma além de um sorriso totalmente patético no rosto. Anne e Paul não se falaram pelo resto da festa, em compensação Paul havia pensando muito em ir falar com ela. Anne porém estava distraída demais com o charmoso Gregory como ela dizia.
    A festa havia acabado, exatamente as 3:40 da manhã, Anne estava com o pé totalmente cansado do salto de 10 centímetros que havia ficado provavelmente por 5 horas. Anne estava sentada com Mariana e Coraline. Haviam tirado os saltos e estavam completamente desajeitadas sentadas naquela cadeira
 - Que baita festa em – Coraline comentou.
 - Cansativa festa – Anne e seu lado “elogiador” como sempre. Anne pulou da cadeira quando sentiu dedos cutucando os dois lados da sua cintura, e quando virou era Paul novamente

 - Shh – Ele colocou o dedo indicador em cima daquela boca extremamente perfeita – Fala nada – Ele entregou um papel pra Anne e depois saiu.
 - Que sorte danada amiga – Mariana e Coraline comentaram e depois foram chamadas pelos dois ficantes que Anne desconhecia. Então Anne sem curiosidade nenhuma abriu o papel e estava em uma letra totalmente esgarranchada. “Me liga”  Anne apenas riu e foi embora.


4 February 2012 @ 1:31pm

CAPITULO 2.

- É hoje Anne – Disse as duas meninas, Mariana e Coraline em um tom tanto animado. Era hoje. Aniversário de Anne. O tão esperado aniversário, ou para as duas garotas, a tão esperada festa.
- É – Anne tentou parecer animada apesar de uma simples palavra. Ao contrário das duas garotas Anne não estava nenhum um pouco animada com seu tão esperado aniversário de 20 anos. Era completamente complicado a ela ter que presenciar na casa dos seus pais, já que não tinha uma relação muito legal com seu pai. Diferente de muitos outros ele não era alcoolizado, ou ao menos batia na sua mãe. Não chegava tarde em casa, ou não trabalhava. Ele era só rude, grosso e como Anne dizia a sua mãe ele não tinha sensibilidade e a tratava como se fosse um menino que não tivesse nenhuma partezinha frágil dentro de si.
- Anne você já escolheu as roupas? – Disse Mariana toda empolgada com a breve festa que aconteceria no dia do seu aniversário mesmo, e o que era melhor ainda para Mariana, de noite.
- Não – Ela suspirou e caminhava pelos corredores da faculdade, concentrada em seu celular digitando uma sms – Ainda tem tempo. Aliás, estou mandando agora uma mensagem para a Giovanna, aliás não há “estilista” melhor. – Ela deu um curto riso e concordava mesmo que Giovanna era uma excelente estilista. Sempre com seu jeito descolado, elegante, e roupas curtas exatamente como Anne gostava, de um jeito não vulgar. Acho que poderia considerá-la como sua melhor amiga, era incrível como ela a compreendia e ao menos em um segundo elas ficavam naquele silêncio ensurdecedor e desconfortável.
 - Também não esquece de mandar sms ao Paul, Anne – Ela deu risos que era impossível de se conter também e falou em um tom altamente provocativo.
- É claro. Eu não posso esquecer de chamar meu amor Mariana – Anne disse em um tom sarcástico. E logo depois de terminar sua frase Paul apareceu. Sorrindo pra ela, e a medindo de baixo a cima com um olhar tanto malicioso e safado.
 - Realmente, não esqueça de me chamar – Ele riu. Anne ficou em silêncio, com um olhar um tanto espantado. Ela realmente queria apenas se virar e sair correndo dali. Mas por que isso? Ele só era um babaca e idiota. Um tanto bonito, mas que Anne não confessaria nem a si mesma. Ela não conseguiu falar nada e apenas olhava Paul com um olhar de constrangimento. – Anne, pode deixar eu esqueço a parte que você disse que eu sou seu amor, eu to acostumado há ouvir por muitos cantos sabe? – Ele sorriu e piscou para Anne. Ela apenas sorriu e deu a desculpa que precisava correr para casa, pra ir ao encontro de sua mãe. Aquele momento necessariamente havia sido o mais difícil da sua vida. Por mais que negasse tantas vezes ela achava ele bonito, mas ainda sim bloqueava essa admiração. Ele tinha braços musculosos, e quando eles se transformavam para acolher em um abraço parecia asas de anjo extremamente perfeitas. E aquele sorriso. Ah.. Até como ele se formava era algo lindo. E sua pele bronzeada, lisa, sem nenhuma imperfeição era o que Anne mais gostava. Mas ainda sim havia aquele completo medo de se entregar de cabeça a alguém, por algum trauma exatamente aos seus 15/16 anos por um amor não correspondido. Então permaneceu até hoje, seus 20 anos de idade se afastando de possíveis relações. Anne estava perdida em seus pensamentos, se perguntando se Paul realmente achava que Anne tinha uma queda por ele, mas achava que não, aliás, todos daquela escola sabiam o quanto complicada, difícil e quase impossível de ser compreendida Anne era.
 - Que besteira – Ela falou com ela mesma. Assim que havia acabado de se trocar pra passar a tarde com seus pais, ouviu a buzina do carro do seu pai. Desceu correndo as escadas, sem ao menos retocar o batom pois não queria escutar as reclamações do seu pai dizendo a ela que havia se atrasado demais. Anne se sentou no banco de trás, não gostava muito da sensação que trazia a ela de desconforto ao se sentar ao lado dele. O caminho até a casa dele foi em silêncio. Completamente incomodavel para Anne, que apesar de bloquear possíveis conversa entre os dois ainda sim seria legal ver que ele sentia falta da sua aproximação. Mas nenhuma palavra foi dita, apenas se ela havia adaptado morar sozinha e um comentário totalmente sarcástico se Anne havia aprendido a limpar, cozinhar e fazer as coisas restantes da casa. Logo que chegaram Anne foi a primeira a sair do carro, saiu correndo em direção a porta para dar um abraço daqueles na sua mãe, que apesar de Giovanna a compreender como ninguém, era totalmente inagualavel a forma que a mãe dela a confortava e fazia o total esforço de tentar se achar naquela confusão toda que Anne era.
 - Parabéns querida – Disse Isabel. O nome de sua mãe com os olhos cheios de lágrimas e com um sorriso lindo ao rosto – Olha o que eu comprei pra você. – Ela entregou o presente a Anne, com os olhos na embalagem. Era uma coisa pequena, mas parecia uma coisa de extremo valor, era realmente admirável a forma que Anne adivinhava as coisas antes mesmo delas acontecerem, ou sentia de alguma forma o que iria ser, ou o que realmente era. Anne abriu toda animada o presente, rasgando todo o papel fofo de ursinhos gordinhos e bonitinhos. Era a coisa que ela mais queria, que sempre fazia uma birrinha de vez em quando pra mãe dela gastar um dinheirinho há mais. Uma câmera profissional. Anne deu um abraço forte na sua mãe, dizendo acho que umas centenas vezes obrigada. Finalmente elas entraram em casa, e era impressionante que nada havia mudado desde quando Anne tinha feito 18 anos e saído de casa. Aquela luz do sol bem fraquinha entrando pelas janelas de vidro. A estante marrom-bombom como dizia sua mãe, e o sofá com um cor bege que ela achava lindo. As fotos de Anne em cima do raque, sempre as mesmas. E a mesa de jantar logo ao lado. Ela sentia falta daquele lugar, mas desde pequena se sentia tão mal-amada pelo seu pai, então logo aos 15 começou a trabalhar para que aos 18 pudesse finalmente sair de casa. A mãe de Anne havia ido a cozinha e voltou com um bolo grande e que parecia ser do sabor favorito dela, prestigio. A barriga de Anne imediatamente deu uma “roncada” e sua boca se encheu de apetite.
  - O seu preferido Anne – Ela sorriu para Anne.
  - Ótimo, você como sempre querendo me engordar, que pecado mãe – Ela riu e esperaram seu pai sair do banheiro para cantar os parabéns, que Anne nunca sabia o que fazer, se cantava, batia palmas, sorria ou fazia um teatro falso de lágrimas. Quando acabou, comeu um ou dois pedaços do bolo e o restante sua mãe fez questão de colocar em um recipiente para ela comer em casa. Depois partiu.
   Anne não tava muito animada com a festa, mas não podia negar por que suas amigas haviam insistido há tanto tempo e sua mãe sempre dizia há ela pra aproveitar em quanto estivesse viva, por que não adivinharia o dia de amanhã.
  - Gi, eu não sei o que vestir, to super indecisa – Anne estava na frente do armário com as portas abertas analisando todas suas roupas – Tudo parece tão… apagado.
  - Por favor Anne, não seja tão exigente hoje – Giovanna empurrou ela com a cintura e começou a passar os olhos por todas suas roupas e finalmente montou um look que há agradou. Elas estavam super atrasadas, Mariana provavelmente xingaria Anne até ela não achar mais adjetivos para xingá-la então saíram correndo para o salão que ficava a três quarteirão de sua casa. Quanto entrou Anne ficou de boca aberta, Mariana e Coraline haviam prometido uma pequena festa, mas quando entrou o salão tinha mais pessoas que a própria Anne havia chamado, e a iluminação era mais do que elas tinha contado. Mas estava absolutamente lindo. Um globo no centro do salão, e luzes verdes e azuis percorrendo pelo salão. Um palco um tanto alto onde estava o DJ e mesas decoradas com uma bonequinha exatamente como Anne. Cabelos longos pretos, um nariz empinado, baixa, e com sua pele morena e bronzeada. Então uma voz interrompeu seus pensamentos e questionamentos se perguntando como elas haviam feito aquilo tudo em poucos dias.
  - Bela festa. – A voz era masculina, rouca e grossa. Anne virou-se pra ver quem era. Paul. Como assim? Ela pensou consigo mesma.
 - Paul? – Foi a única coisa que saiu da sua boca naquele momento.  


4 February 2012 @ 1:25pm

CAPITULO 1.

- Idiota – Dizia Anne sobre Paul. Era incrível que ela vasculhava sempre algum “adjetivo” para dar a ele. Paul, bem, seria aquele garoto popular, com os ombros largos e olhos claros. Típicos de todas as garotas, uma beleza incomparável e um daqueles sorrisos devastadores.
 - Anne, acho que você deveria admitir que Paul é um tremendo gato – Dizia Mariana a ela. Era incrível como Mariana brilhava seus olhos só em pronunciar seu nome e como seu tom de voz se tornava uma melodia tão doce e inexplicável.
 - Ele pode até ser bonito – Anne caminhava de um lado para outro no seu quarto – Mas também você não pode negar que ele é um tremendo idiota – Anne colocou suas duas mãos no colchão da sua cama e lançou a Mariana um olhar desafiador.
 - Mas Anne, você também não pode negar que ninguém é perfeito – Disse Coraline abrindo a porta do seu quarto, e que parecia está ouvindo há um bom tempo a conversa pelos espaços da porta. Anne sempre invejava a beleza de Coraline mesmo ela se fazendo de humilde dizendo que seus traços eram fortes demais, ou inventando qualquer tipo de defeito para seu corpão, com uma estrutura exatamente de um “violão”.
  - Não me interesso por ele, me desculpem meninas – Ela suspirou e deu um meio sorriso – Eu prefiro – Ela pensou por alguns segundos – Gregory – Ela sorriu ao olhar as caras espantadas das meninas.
 - Mas Anne… Ele não tem aqueles braços incrivelmente musculosos, ou um daqueles sorrisos sarcásticos que ao mesmo tempo são de dar aquele friozinho na barriga – Anne a interrompeu com risinhos – Que foi? – Ela encarou Anne por alguns momentos antes de continuar com sua adoração pelo charmoso Paul – Sabe Anne, Gregory é apenas um garoto parado, que é totalmente “mongol” sabe, ele apenas alguma coisa no Paul que é desnecessária – Ela suspirou um pouco, e era realmente algo muito bizarro como Mariana dizia sem respirar, ou parar por um momento. Ela sempre falava em um ritmo tão veloz e sempre atropelando as palavras. – Ou melhor ele é apenas um livro de estudo para Paul Anne.
 - Então, exatamente. Ele é um idiota, e além do mais um burrinho preguiçoso – Ela soltou uma risada – Olha meninas eu realmente prefiro chegar mais cedo na faculdade do que perder o tempo dizendo de uma pessoa que me dá uma gastura danada. – Anne percebeu que as meninas reviraram os olhos depois das suas ultimas palavras sobre Paul. Anne na verdade sempre procurava o príncipe encantado, com cavalo branco e tudo mais, mas era realmente questionável  a forma de que nenhum desses príncipes em beleza não chamavam atenção dela. Antes que Anne abrisse as portar para ir a faculdade depois de um grande momento em silêncio apenas observando Anne e Mariana discutirem sobre a “perfeição” de Paul, Coraline finalmente falou
  - Sabe Anne, acho que você deveria se abrir pra relacionamentos, não é natural uma garota de 19 anos ficar sempre bloqueando algum tipo de relação mais aprofundada somente por que aos seus 15/16 anos você não teve um grande sucesso no amor – Ela sorriu gentilmente -. No seu aniversário encontraremos seu “príncipe”.
   Mesmo Anne não concordando muito com sua idéia maluca, ela apenas balançou sua cabeça dizendo que concordava com sua idéia e então partiram.


4 February 2012 @ 1:17pm

Prefácio

Algumas pessoas não dariam nada por este mais possível casal ou uma possível história de amor. Olhariam e diriam talvez que fosse um amor qualquer, outros o mediriam e iriam dizer, por que esse tremendo gato está ao lado dessa menina tão pequena e apagada? Uns simplesmente julgariam esse amor como um erro. Algo que não daria certo. Acabaria rápido assim como os momentos de felicidade. Eu, confesso a vocês que já cheguei a pensar que seria uma perda de tempo. Mais uma decepção amorosa, ou algo que começa com uma pontinha errada e que no final acaba sendo a fita inteirinha desgastada. Depois de um tempo você começa a perceber que as brigas os fortaleciam cada vez mais, o ódio e como diria Anne a pequena e a apagada garota “A dor que nunca seria esquecida” foi o que mais pois chama, fé, em tudo aquilo, que parecia ser tão errado. E no final eu garanto que vocês mesmo vão querer trocar o título “um amor qualquer” para “um amor não qualquer”.